Hoje
fechamos com chave de ouro a programação no Egito com a visita às pirâmides de
Gizé e a esfinge. Ali ficamos diante de 45 séculos de história. A única das 7
maravilhas do mundo antigo ainda de pé e agora, membro vitalício das 7
maravilhas do mundo moderno.
Em
Gizé encontramos as pirâmides de Quéops, a maior com 149 metros, Quéfren, com
139 metros, e Miquerinos, com apenas 60 metros – câmaras da vida eterna desses
faraós que eram avô, filho e neto.
Esses
monumentos tão grandes simbolizavam a grandeza dos faraós, que eram
considerados deuses e sacerdotes no seu reinado. Logo que eram coroados, tinham
como missão imediata contratar seu engenheiro e artesãos para construir a sua
morada eterna e arranjar uma esposa real para garantir a sua continuação.
Embora
Quéfren seja a segunda em tamanho, ela parece mais alta por estar localizada em
um platô.
As pirâmides eram maciças e num formato para capturar a energia do sol. A câmara funerária se localizava embaixo da pirâmide. 50 metros acima da base havia janelas na frente norte e na frente sul com túneis até a tumba para permitir a renovação do ar.
Elas
eram orientadas pelos pontos cardeais, portanto seus quatro lados são
direcionados para norte, sul, leste e oeste, estando também alinhadas com a
constelação de Orion.
Cada
pirâmide era para apenas um faraó, e ali colocavam seus pertences, roupas, joias,
objetos, pois os egípcios imaginavam que a morte era uma passagem para outra
vida e que precisariam de tudo. Inclusive a mumificação era para preservar o
corpo para ser usado na outra vida.
A
esfinge tinha a cabeça de Quéfren num corpo de leão – símbolo da força. Ela
fica bem em frente à pirâmide de Quéfren.
No
sítio havia também outras pirâmides menores, a maioria já destruída, para os
familiares, os engenheiros e os artesãos.
Foi
uma enorme emoção contemplar tantos séculos de história e ouvir a explicação
dos costumes e da civilização do Egito Antigo.
Depois
o guia nos levou a uma oficina onde eles produzem o papiro, 100% com a planta
do papiro. Foi uma visita meio comercial para também comprarmos os papiros
decorados. Mas a explicação/demonstração do método de produção do papiro foi muito
interessante.
Seguimos
até uma loja que vende artigos de puro algodão egípcio onde compramos conjuntos
de lençol de 1600 fios por 195 dólares – um preço muito bom considerando a
qualidade do produto (no Brasil os de 1000 fios custam em torno de 5.000 reais)!
Encerramos
a programação com a visita ao Museu do Cairo. Fomos percorrendo as salas
ouvindo as explicações do guia. O museu tem mais de 150 mil peças, mas são
coisas que se repetem – ataúdes (os caixões), sarcófagos (o túmulo), múmias de
nobres (com máscaras mortuárias de madeira e lâminas de ouro), de plebeus (sem
máscara mortuária, mas com uma tela pintada com rostos). Também há peças
decorativas, móveis, joias etc.
Estátuas de Ramses II
Ataúdes
Sarcófagos
Ataúde com máscara mortuária
Múmia de plebeu
Vasos de alabastro e caixa para as vísceras
Mas
a cereja do bolo são os itens pertencentes a Tutankamon, um faraó da 18ª
dinastia, no Império Novo. Embora ele tenha reinado apenas 1 ano como faraó
(mas reinou junto ao seu pai por mais 8), e não tenha feito nada de
significativo pelo país, ele ficou muito famoso por sua tumba ter sido encontrada
intacta (pois estava, acidentalmente, embaixo da tumba de Ramsés VI) e com
todos seus pertences dentro, inclusive o mapa de localização das tumbas de seus
avós, que também estavam com todas suas riquezas.
Sua
máscara mortuária era feita com 11kg de ouro. Seu ataúde com 140 kg de ouro.
Tudo ricamente decorado e trabalhado com detalhes da sua vida.
Ali
estão seu cetro, suas joias (braceletes, colares, anéis etc.).
No
processo de mumificação os órgãos como estômago, intestino, fígado e pulmões
são retirados do corpo e colocados separados em vasos de alabastro. O coração é
mumificado e deixado em seu local pois ali é a sede dos sentimentos, por onde
Deus vê e avalia a pessoa. Esses vasos
eram colocados em caixas decoradas com cobras e deusas para proteção.
Assim
terminamos nosso tour pelo Egito Antigo e aprendemos muitas coisas.
Hoje
as 22:30 seguiremos para o aeroporto para pegar um voo as 2:00 de Cairo a Paris
e de lá para o Brasil – teremos cerca de 30 horas de viagem até chegar em casa,
cansadas, mas felizes por mais um quadrinho marcado e mais conhecimento na
bagagem.



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