sábado, 18 de março de 2023

18º Dia: 18 MAR - Visitando as Pirâmides

 

Hoje fechamos com chave de ouro a programação no Egito com a visita às pirâmides de Gizé e a esfinge. Ali ficamos diante de 45 séculos de história. A única das 7 maravilhas do mundo antigo ainda de pé e agora, membro vitalício das 7 maravilhas do mundo moderno.

Em Gizé encontramos as pirâmides de Quéops, a maior com 149 metros, Quéfren, com 139 metros, e Miquerinos, com apenas 60 metros – câmaras da vida eterna desses faraós que eram avô, filho e neto.


Esses monumentos tão grandes simbolizavam a grandeza dos faraós, que eram considerados deuses e sacerdotes no seu reinado. Logo que eram coroados, tinham como missão imediata contratar seu engenheiro e artesãos para construir a sua morada eterna e arranjar uma esposa real para garantir a sua continuação.

Embora Quéfren seja a segunda em tamanho, ela parece mais alta por estar localizada em um platô.

As pirâmides eram maciças e num formato para capturar a energia do sol. A câmara funerária se localizava embaixo da pirâmide. 50 metros acima da base havia janelas na frente norte e na frente sul com túneis até a tumba para permitir a renovação do ar.

Elas eram orientadas pelos pontos cardeais, portanto seus quatro lados são direcionados para norte, sul, leste e oeste, estando também alinhadas com a constelação de Orion.

Cada pirâmide era para apenas um faraó, e ali colocavam seus pertences, roupas, joias, objetos, pois os egípcios imaginavam que a morte era uma passagem para outra vida e que precisariam de tudo. Inclusive a mumificação era para preservar o corpo para ser usado na outra vida.

A esfinge tinha a cabeça de Quéfren num corpo de leão – símbolo da força. Ela fica bem em frente à pirâmide de Quéfren.


No sítio havia também outras pirâmides menores, a maioria já destruída, para os familiares, os engenheiros e os artesãos.

Foi uma enorme emoção contemplar tantos séculos de história e ouvir a explicação dos costumes e da civilização do Egito Antigo.


Depois o guia nos levou a uma oficina onde eles produzem o papiro, 100% com a planta do papiro. Foi uma visita meio comercial para também comprarmos os papiros decorados. Mas a explicação/demonstração do método de produção do papiro foi muito interessante.

Seguimos até uma loja que vende artigos de puro algodão egípcio onde compramos conjuntos de lençol de 1600 fios por 195 dólares – um preço muito bom considerando a qualidade do produto (no Brasil os de 1000 fios custam em torno de 5.000 reais)!

Encerramos a programação com a visita ao Museu do Cairo. Fomos percorrendo as salas ouvindo as explicações do guia. O museu tem mais de 150 mil peças, mas são coisas que se repetem – ataúdes (os caixões), sarcófagos (o túmulo), múmias de nobres (com máscaras mortuárias de madeira e lâminas de ouro), de plebeus (sem máscara mortuária, mas com uma tela pintada com rostos). Também há peças decorativas, móveis, joias etc.




Estátuas de Ramses II

Ataúdes

Sarcófagos




Ataúde com máscara mortuária
Múmia de plebeu


Vasos de alabastro e caixa para as vísceras

Mas a cereja do bolo são os itens pertencentes a Tutankamon, um faraó da 18ª dinastia, no Império Novo. Embora ele tenha reinado apenas 1 ano como faraó (mas reinou junto ao seu pai por mais 8), e não tenha feito nada de significativo pelo país, ele ficou muito famoso por sua tumba ter sido encontrada intacta (pois estava, acidentalmente, embaixo da tumba de Ramsés VI) e com todos seus pertences dentro, inclusive o mapa de localização das tumbas de seus avós, que também estavam com todas suas riquezas.



Sua máscara mortuária era feita com 11kg de ouro. Seu ataúde com 140 kg de ouro. Tudo ricamente decorado e trabalhado com detalhes da sua vida.

Ali estão seu cetro, suas joias (braceletes, colares, anéis etc.).

No processo de mumificação os órgãos como estômago, intestino, fígado e pulmões são retirados do corpo e colocados separados em vasos de alabastro. O coração é mumificado e deixado em seu local pois ali é a sede dos sentimentos, por onde Deus vê e avalia a pessoa.  Esses vasos eram colocados em caixas decoradas com cobras e deusas para proteção.


Assim terminamos nosso tour pelo Egito Antigo e aprendemos muitas coisas.

Hoje as 22:30 seguiremos para o aeroporto para pegar um voo as 2:00 de Cairo a Paris e de lá para o Brasil – teremos cerca de 30 horas de viagem até chegar em casa, cansadas, mas felizes por mais um quadrinho marcado e mais conhecimento na bagagem.

sexta-feira, 17 de março de 2023

17º Dia: 17 MAR - Voltando ao Cairo

  

Hoje foi outro dia de acordar na madruga para voltar ao Cairo. Nosso voo de Assuã até o Cairo era as 8:15 e devíamos chegar cedo devido à confusão do aeroporto.

O barco nos fornece uma sacola de lanche para o café da manhã e nós saímos do barco as 5 da manhã. Aliás, esse é um costume padrão por aqui nos hotéis e nos cruzeiros. No aeroporto tinha muita gente com lancheira com os nomes dos barcos de cruzeiro. 


O aeroporto estava bem mais calmo do que na ida e conseguimos vencer as 3 filas rapidamente. E o nosso voo atrasou um pouco. O avião era um Airbus 330-300, com classe executiva e na econômica 8 assentos por fileira (2-4-2) para um voo de 1:20 minutos. Pousamos cedo mas demoramos mais de uma hora até pegarmos as malas.

Como hoje não havia programação oficial (só amanhã vamos às pirâmides e ao Museu do Cairo), contratamos um city tour com a nossa agencia. Saiu por 50 dólares, incluindo o almoço tipo buffet.

Primeiro fomos almoçar no restaurante Blue Nile, a beira do Nilo, um buffet de comida local. Razoável. Mas para falar a verdade essas comidas muito temperadas já estão me enjoando.

Depois fomos ao novo museu inaugurado em 2021, Museu Nacional da Civilização Egípcia. Um prédio enorme, com duas salas – uma das 36 múmias reais encontradas aqui e outra da Civilização Egípcia desde seus primórdios.


A sala das múmias é um corredor escuro que vai passando por cada display onde é mostrado o sarcófago, a múmia, e um quadro explicativo sobre quem era e o que fez. Vimos Ramsés II, Ramsés IV, Ramsés IX, Tutmoses III (o Napoleão do Egito devido a suas conquistas), Amenotep II entre muitos outros.




Não é permitido tirar fotos em respeito aos mortos, mas a gente sempre consegue um jeitinho de bater algumas.

A outra sala é um salão enorme que vai contando a história do Egito desde a pré-história, as dinastias, os períodos romanos, grego, otomano, árabe até os dias de hoje. Também vai mostrando os usos e costumes, a roupa, a importância da agricultura, a escrita etc. mas tudo de forma resumida. Então não é uma visita cansativa.









A seguir fomos para o bairro Copta, dos cristãos ortodoxos. Cerca de 20% dos egípcios são cristãos, porém da igreja ortodoxa copta. Lá visitamos a Igreja de S. Sérgio e Baccus, dois soldados romanos martirizados. É uma igreja que mistura estilos romano e ortodoxo.



Embaixo dessa igreja há um local de culto por ter sido a gruta onde a Sagrada Família viveu por 90 dias quando fugiu de Jerusalém para escapar da perseguição de Herodes.


Havia uma proposta de visitar a Cidade dos Mortos, na verdade um cemitério onde pessoas sem teto moram nas tumbas e vivem da caridade, mas nós não tivemos interesse de ver essa miséria humana.

Seguimos então para um passeio de barco de uns 30 minutos pelo Nilo olhando o panorama da cidade. Às margens do Nilo se encontram os grandes hotéis como Sofitel, Four Seasons entre outros, com prédios bonitos que contrastam com os demais edifícios da cidade.



Cairo é uma cidade feia, suja, mal cuidada. Os prédios são feios, desgastados, todos da mesma cor, parece que acabou de ter uma guerra. No meio disso tudo se destacam as mesquitas, que são sempre imponentes e bem cuidadas, com paredes e torres ricamente decoradas.

Vamos jantar no próprio hotel e amanhã saímos cedo de novo para cumprir a programação e, à noite, começar nossa viagem de volta.