Finalmente
vamos conhecer Petra, uma das7 maravilhas do mundo moderno.
O
sítio arqueológico fica logo ao lado da cidade de Wadi Musa e é enorme. Para
visitar todo o sítio há uma caminhada de 8 km (ida e volta). E ainda mais se
quiser conhecer algumas atrações mais afastada.
Petra
foi uma cidade dos Nabateus, dos anos 500 AC até 106 DC, quando foi tomada
pelos romanos. Até o sec. VIII era habitada, e ficou abandonada após um
terremoto até o sec. XIX quando foi descoberta por arqueólogos.
O
fascinante de Petra é que todas as estruturas foram escavadas na pedra, que
hoje estão desgastadas pela ação do tempo.
A
cidade antiga chamava-se Raqmu (que quer dizer pedra, daí Petra). Os nabateus
vieram para o sul da Jordânia, território edomita, vindo da península arábica e
se estabeleceram por lá e expandiram seus domínios.
Iniciamos
a caminhada na parte mais aberta até chegar ao local das tumbas (cemitério). As
tumbas poderiam ser individuais ou familiares, e o tamanho dependia das
condições econômicas de cada família. Ao longo do caminho há estruturas de
banheiros para os visitantes.
Chegamos
ao ponto de início do desfiladeiro, onde caminhamos por entre rochas imensas de
cor avermelhada devido ao cobre existente. A pedra é arenítica. Na base da
pedra os nabateus construíram canaletas para transportar água.
Os
nabateus adoravam vários deuses, sendo o deus máximo Dhu Shara, e ao longo do desfiladeiro
há várias referências aos deuses com esculturas na pedra. Ao longo do desfiladeiro
há áreas mais amplas, fazendo umas praças, e outras bem estreitas. É uma área
sombreada pelas pedras altas, e ventilada, podendo fazer frio.
Quando
chove o sítio é fechado devido ao grande fluxo de água que pode ser perigoso.
Após
uma caminhada de cerca de 2 km chegamos à fachada do tesouro, que é aquela
imagem de Petra que é conhecida. Os antigos pensavam que era a fachada de um
tesouro, daí o nome, mas na verdade é a fachada de uma tumba real, dos reis
Arita I II e III. É impressionante imaginar como aquilo foi esculpido na pedra,
daquela altura. Há um vão interno, mas está vazio e não é permitida a entrada.
Na
fachada superior está a deusa Isis cercada por amazonas. O estilo é misturado
de grego, romano e nabateu. Na parte inferior há dois ginetes com cavalos, mas
sem rosto, que foi uma característica das esculturas romanas da época.
Continuamos
uma caminhada de mais 2 km até o final do sítio, mas já fora do desfiladeiro.
Passamos por mais algumas tumbas, até chegar ao Palácio de Justiça, a fachada
dos reis, a basílica, a tumba coríntia e a fachada do palácio.
Além de tumbas, palácios, fachadas e basílica, encontramos também um Grande Teatro Romano.
No
final da cidadela, há ruínas de templo dos Leões alados e do Grande Templo de
Dhu-Shara, além de várias tumbas menores nas paredes da montanha.
Ali
no final foi montada uma estrutura de apoio aos turistas com banheiros,
restaurantes, lanchonetes, com tendas tipo beduínos. Almoçamos na lanchonete e
comemos bem. Tem wi-fi free e aceita cartão de crédito.
Depois
de um breve descanso, fizemos a caminhada de volta. O terreno tem uma leve
inclinação descendo na ida e subindo na volta. O total deu 8 km. Dá para ser
feito com calma, parando para descansar. Apenas o sol quente estava desconfortável.
Ao
longo de todo o caminho há várias bancas e lojinhas vendendo souvenir, produtos
locais etc. Eles não colocam o preço, mas estão sempre dizendo que dão 50% de
desconto. Depois pedem um preço alto para ser negociado. Muito doido. Tem que
ter cuidado para não ser logrado. Mas fora isso, o local é seguro, não tem batedores
de carteiras etc.
Há
também assédio para andar de camelo, voltar de burrinho, comprar cartão de
fotos de crianças, mas um NO Thanks resolve.
Ao
final visitamos o museu de Petra que conta toda a história do povo nabateu e de
Petra, e vimos a estátua do Deus Dhu Shara.
Saímos
de Petra as 16 h e encaramos uma viagem de quase 4 horas de volta a Amã pela Rodovia
do Deserto. Fizemos uma parada técnica numa enorme loja que também tinha
cafeteria e banheiros. Mas não gostamos, muito bagunçado e sujo.
Chegamos
de volta ao mesmo hotel Landmark mortas de cansada e sentindo-nos empoeiradas e
sujas do longo dia. Banho e jantar no próprio hotel, que tem um restaurante com
buffet e um bar que serve à la carte. Comemos bem e caímos na cama.
Amanhã
seguiremos para o Egito – Cairo e começaremos novas aventuras.
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Oi Ju, com essa caminhada vc já pode fazer o Caminho de Santiago!!! Lindas fotos! Bjs Ana
ResponderExcluirQ lugar maravilhoso, Ju! E essas pedras parecem pintadas! Bj Viviane
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