A excursão começou cedo
porque a programação era intensa. As 8 a guia nos pegou no hotel e seguimos
para o monte das Oliveiras. O monte tem uma bela vista de toda a cidade velha,
onde se vê a muralha da cidade. A cúpula da mesquita, a torre de várias
igrejas, a cidade de Davi (escavações). Por toda a descida do monte e a subida
no Monte Sião, onde está a cidade velha, há túmulos judaicos – eles precisam
ser enterrados ali próximo ao templo.
Depois de apreciar a vista e
ouvir a história antiga de Israel, fomos visitar o jardim de Getsemani e a
Igreja da Agonia, onde Jesus passou seus últimos momentos antes de ser preso,
chorou olhando para Jerusalém por antever seu futuro, e foi traído por Judas.
A Igreja é construída sobre
uma pedra sobre a qual Jesus se debruçou em sofrimento. Dentro há vários
mosaicos retratando cenas de Jesus. Ao lado da Igreja um jardim de oliveiras
muito tranquilo.
As oliveiras são árvores
muito importantes por aqui – simbolizam a vida, produzem o azeite que é usado
na comida, em cosméticos e para iluminação, e é o único óleo que não produz
fuligem, não causa manchas. A madeira, inclusive, é usada para fazer esculturas,
com motivos religiosos.
Jerusalém é um lugar de fé
de três religiões – cristianismo, judaísmo e islamismo. A cidade, bem como toda
a região, passou por vários domínios – império Romano, bizantino, sumério,
persa, otomano e todos esses períodos foram moldando a cultura de hoje,
refletindo em seus monumentos.
De lá saímos para o Museu de
Israel onde vimos uma enorme maquete da cidade antiga, e dá para ver bem como
era a cidade, suas ruas, seus monumentos.
No Museu de Israel também há
um Santuário do Livro, onde se encontram pergaminhos encontrados em escavações pela
região – são trechos bíblicos, o livro de Isaías, e outros. O prédio é uma
enorme cúpula branca regada por jatos da água e tem uma parede preta na frente,
que parece um monolito, simbolizando aqueles que vivem na escuridão.
De lá seguimos para o Museu do Holocausto, em homenagem aos 6 milhões de judeus mortos na II Guerra. É um prédio enorme, em estilo moderno, com galerias posicionadas em zigue-zague, contando toda a história da perseguição aos judeus, do antissemitismo etc.
É um monumento muito bem
feito, com fotos, vídeos, banners, e muitos documentos. Mas ao mesmo tempo
muito deprimente. Passei por lá rapidamente, apenas olhando um pouco.
Seguimos então para Belém,
que fica na zona controlada pelos Palestinos. Em Belém, almoçarmos no
restaurante Nissan Bethelehem, um buffet de comidas regionais ao preço de 20
dólares por pessoa – algumas saladas, pão, pasta de grão de bico (por sinal
delicioso), kafta (muito boa), frango assado, arroz misturado com legumes (não
gostei) e fritas. Uma sobremesa e água. Bem razoável.
De lá fomos visitar a Basílica
da Natividade, uma igreja ortodoxa construída no IV século no local da gruta
onde Jesus nasceu. Visitamos a igreja, a mais antiga e ativa existente, que
nunca foi destruída, apenas recuperada pela Unesco, e a gruta onde supostamente
foi o local em que Jesus nasceu. Embora não lembre em nada uma manjedoura, há
muita emoção no local.
Ao lado há uma igreja
católica mais nova (200 anos) dedicada a Sta. Catarina, a primeira mártir da
igreja, perseguida e morta por ser cristã no século III.
No caminho da Basílica até o
ônibus caminhamos pela parte central, antiga de Belém. Vimos a praça com a
Mesquita de Omar e a Prefeitura e umas ruas de comércio.
Voltamos ao hotel e já se
iniciara o Sabbath, logo a cidade toda parada, tudo fechado. Lanchamos no próprio
hotel e vamos nos preparar para a jornada de amanhã que promete se puxada –
mais visitação em Jerusalém.
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Bom dia Amiga! Excelentes fotos!!! E a síntese da viagem está bem clara!!! Boa continuação!
ResponderExcluirDailson
Obrigado amigo...
ExcluirDeve ser muito emocionante!
ResponderExcluirNao esquece de comer o shwarma que vc queria experimentar...
ResponderExcluir