O navio amanheceu em Assuã, nosso porto final e hoje vimos as atrações locais.
Assuã
é a segunda maior cidade do Egito, mas a mais importante economicamente. Aqui
está a segunda maior hidroelétrica do mundo, o que atraiu muitos negócios para
cá, há uma grande produção agrícola, bem como de minérios. Mas a cidade se
parece com as demais, apenas melhorada. Tudo cor de ocre, empoeirado, ruas de
comércio feias e confusas, pessoas com cara de sujo.
Pela
manhã saímos navegando em uma faluca, um barco a vela típico daqui. Uma
navegação suave e tranquila vendo o perfil da cidade a partir do rio. Depois de
algum tempo, passamos a um barco a motor, tipo uma chalana, e fomos conhecer um
povoado núbio.
A
chalana parou em uma praia do rio onde poderíamos dar um mergulho. Mas apenas
um casal do grupo caiu na água.
Dalí,
os que quiseram foram de camelo até o povoado – cerca de 1,5 km, uns 15 minutos.
Os camelos são bem tranquilos. A gente vai montada sozinha e o condutor vai ao
lado. Na hora da subida e da descida tem que ter cuidado para não cair.
Os
núbios são um povo da África Central que se estabeleceu no Egito em 700 AC,
tendo chegado a dirigir o Egito na 24º dinastia. Hoje fazem parte do Egito e
moram em vilas típicas com casinhas coloridas e teto arredondado (parece casa
de marimbondo). Eles trabalham com artesanato com sementes, madeira, osso de crocodilo
etc. tudo muito colorido.
Lá
vimos um crocodilo criado em cativeiro, e alguns filhotes que podiam ser
segurados para fotos. Não me arrisquei, só bati a foto. No rio não tem
crocodilo nessa região, apenas acima da barragem de Assuã.
Eles
também trabalham com tatuagem de henna e fizemos tatuagens que devem durar umas
3 semanas.
Voltamos
na chalana ao nosso barco para almoçar e sair para novo programa à tarde. Esse
programa à tarde foi sem graça, tipo “encheção de linguiça”.
Primeiro
fomos a uma pedreira ver um obelisco inacabado. Muito bobo mesmo. Depois fomos
visitar a represa de Assuã. Com a construção da represa formou-se um lago
artificial, o maior do mundo, lago Nasser. A hidroelétrica foi construída com
ajuda russa e hoje produz energia suficiente para todo o Egito, Sudão e ainda
vendem para a Jordania.
Se
a barragem se romper, todo o Egito será inundado em cerca de 7 horas e varrido
do mapa. O que torna a barragem um motivo de segurança nacional, altamente
vigiada.
Depois
da barragem fomos a dois lugares puramente comerciais – uma fábrica de
essências e óleos aromáticos com finalidade terapêutica e a uma loja de
especiarias feitas aqui. Escutamos explicações, algumas pessoas fizeram
compras, mas achei muito sem graça e com cara de trambique.
Hoje
a noite teremos uma apresentação de danças e assim encerramos nosso cruzeiro
pelo Nilo.
Amanhã
sairemos cedinho de volta ao Cairo para finalizar a visita ao Egito.
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