Dormimos muito bem nesse nosso hotel maravilhoso. O café da manhã também foi muito bom. Mas, como sempre, a alvorada é cedo.
Hoje seguiremos para Petra. Para facilitar, arrumamos o necessário para esses 3 dias na Jordânia para não ter que mexer em duas malas, e de quebra ainda deixamos a grande no hotel porque amanhã retornaremos.
Ao sair do hotel fizemos um tour panorâmico por Amã, uma cidade grande e moderna, onde vivem 5 milhões de habitantes (a Jordânia tem 10 milhões no total). Seguimos pelas ruas e vimos um Mall, estilo americano, o Palácio deJustiça, O Parlamento, a mesquita do Rei Abdullah I (esse rei é avô do atual, e foi assassinado na década de 50).
A Jordânia é uma monarquia parlamentarista. Os deputados são eleitos pelo povo e a câmara alta é escolhida pelo Rei. As ruas são bem seguras – não há problema de roubo, mas há corrupção no governo. Existe pena de morte apenas para terroristas. As principais riquezas do país são minérios e cimento. Eles têm petróleo, mas não extraem e compram dos árabes. A agropecuária é para consumo local. Um grande problema é a água, que vem de mananciais no deserto e deve acabar em breve. Eles recebem fornecimento de água apenas 2 vezes por semana e cada casa tem várias caixas de água no teto.
Continuamos até um sítio arqueológico – A Cidadela - onde há colunas do templo de Hercules e as ruínas do templo de Athena, além de ruínas de um teatro greco-romano.
Depois de ver Amã seguimos em direção sul para o Monte Nebo de onde vimos o vale do rio Jordão, o mar morto e as montanhas da fronteira com israel – Jericó, Jerusalém, Belém e Hebron, ou o que seria a terra prometida – Canaã. Diz a história que ali Moisés mostrou ao seu povo a terra prometida. Moisés morreu no Mt. Nebo, mas não se sabe se está enterrado ali.
Também no Mt. Nebo há uma igreja com belíssimos mosaicos, que foram passados de uma igreja a outra a cada vez que a igreja era reconstruída- os mosaicos do Diakonikon. A igreja é simples e tem um pequeno espaço de oração. Há um memorial a Moisés.
Adiante passamos na cidade de Madaba para visitar a igreja ortodoxa de São Jorge e ver o enorme mosaico do mapa da terra santa, que compreendia tudo que havia entre os rios Nilo e Eufrates.
Ainda visitamos um centro artesanal de mosaicos, um trabalho belíssimo de artesanato local. Além de peças (quadros, mesas etc) em mosaico, também são vendidos joias e tapetes. Tudo caro, mas com preços negociáveis.
Depois dessas visitas
continuamos pela Estrada do Deserto rumo a Wadi Musa, ou vale de Moises, a
cidade onde se encontra Petra.
O tour demorou muito para parar para o almoço. Já estava bem tarde (15:30) quando paramos para almoçar num restaurante na estrada que dá apoio a vários grupos de turismo. Tem um buffet de comida local por 12 dinares. O prato famoso era o Maklouba, uma espécie de galinhada, mas temperada com canela e cardamomo, com um gosto adocicado estranho.
Chegamos a Wadi Musa no final da tarde, a tempo de ver o pôr do sol no restaurante Rooftop e comer umas comidas locais, mas infelizmente sem bebida alcoólica. Durante nossa permanência, por duas vezes soou o aviso da reza muçulmana – os alto-falantes da mesquita entoam um canto triste, como um lamento, que é ouvido por toda a cidade.
Nosso hotel é o Petra Sella, um três estrelas com decoração de gosto duvidoso, e conforto razoável.
Amanhã o dia será
dedicado a visitar Petra e depois retornar à Amã.

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Também fiquei impressionada com as ruínas de Jerash! Bj Viviane
ResponderExcluirQue maravilha! Sensacional a viagem e o relato muito bom!! Curtam aeh!!!
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