domingo, 12 de março de 2023

11º Dia: 11 MAR - Visitando Petra

  

Finalmente vamos conhecer Petra, uma das7 maravilhas do mundo moderno.

O sítio arqueológico fica logo ao lado da cidade de Wadi Musa e é enorme. Para visitar todo o sítio há uma caminhada de 8 km (ida e volta). E ainda mais se quiser conhecer algumas atrações mais afastada.


Petra foi uma cidade dos Nabateus, dos anos 500 AC até 106 DC, quando foi tomada pelos romanos. Até o sec. VIII era habitada, e ficou abandonada após um terremoto até o sec. XIX quando foi descoberta por arqueólogos.


O fascinante de Petra é que todas as estruturas foram escavadas na pedra, que hoje estão desgastadas pela ação do tempo.

A cidade antiga chamava-se Raqmu (que quer dizer pedra, daí Petra). Os nabateus vieram para o sul da Jordânia, território edomita, vindo da península arábica e se estabeleceram por lá e expandiram seus domínios.

Iniciamos a caminhada na parte mais aberta até chegar ao local das tumbas (cemitério). As tumbas poderiam ser individuais ou familiares, e o tamanho dependia das condições econômicas de cada família. Ao longo do caminho há estruturas de banheiros para os visitantes.






Chegamos ao ponto de início do desfiladeiro, onde caminhamos por entre rochas imensas de cor avermelhada devido ao cobre existente. A pedra é arenítica. Na base da pedra os nabateus construíram canaletas para transportar água.






Os nabateus adoravam vários deuses, sendo o deus máximo Dhu Shara, e ao longo do desfiladeiro há várias referências aos deuses com esculturas na pedra. Ao longo do desfiladeiro há áreas mais amplas, fazendo umas praças, e outras bem estreitas. É uma área sombreada pelas pedras altas, e ventilada, podendo fazer frio.





Quando chove o sítio é fechado devido ao grande fluxo de água que pode ser perigoso.







Após uma caminhada de cerca de 2 km chegamos à fachada do tesouro, que é aquela imagem de Petra que é conhecida. Os antigos pensavam que era a fachada de um tesouro, daí o nome, mas na verdade é a fachada de uma tumba real, dos reis Arita I II e III. É impressionante imaginar como aquilo foi esculpido na pedra, daquela altura. Há um vão interno, mas está vazio e não é permitida a entrada.





Na fachada superior está a deusa Isis cercada por amazonas. O estilo é misturado de grego, romano e nabateu. Na parte inferior há dois ginetes com cavalos, mas sem rosto, que foi uma característica das esculturas romanas da época.

Continuamos uma caminhada de mais 2 km até o final do sítio, mas já fora do desfiladeiro. Passamos por mais algumas tumbas, até chegar ao Palácio de Justiça, a fachada dos reis, a basílica, a tumba coríntia e a fachada do palácio.




Além de tumbas, palácios, fachadas e basílica, encontramos também um Grande Teatro Romano.

No final da cidadela, há ruínas de templo dos Leões alados e do Grande Templo de Dhu-Shara, além de várias tumbas menores nas paredes da montanha.










Ali no final foi montada uma estrutura de apoio aos turistas com banheiros, restaurantes, lanchonetes, com tendas tipo beduínos. Almoçamos na lanchonete e comemos bem. Tem wi-fi free e aceita cartão de crédito.

Depois de um breve descanso, fizemos a caminhada de volta. O terreno tem uma leve inclinação descendo na ida e subindo na volta. O total deu 8 km. Dá para ser feito com calma, parando para descansar. Apenas o sol quente estava desconfortável.

Ao longo de todo o caminho há várias bancas e lojinhas vendendo souvenir, produtos locais etc. Eles não colocam o preço, mas estão sempre dizendo que dão 50% de desconto. Depois pedem um preço alto para ser negociado. Muito doido. Tem que ter cuidado para não ser logrado. Mas fora isso, o local é seguro, não tem batedores de carteiras etc.


Há também assédio para andar de camelo, voltar de burrinho, comprar cartão de fotos de crianças, mas um NO Thanks resolve.


Ao final visitamos o museu de Petra que conta toda a história do povo nabateu e de Petra, e vimos a estátua do Deus Dhu Shara.





Saímos de Petra as 16 h e encaramos uma viagem de quase 4 horas de volta a Amã pela Rodovia do Deserto. Fizemos uma parada técnica numa enorme loja que também tinha cafeteria e banheiros. Mas não gostamos, muito bagunçado e sujo.

Chegamos de volta ao mesmo hotel Landmark mortas de cansada e sentindo-nos empoeiradas e sujas do longo dia. Banho e jantar no próprio hotel, que tem um restaurante com buffet e um bar que serve à la carte. Comemos bem e caímos na cama.

Amanhã seguiremos para o Egito – Cairo e começaremos novas aventuras.

2 comentários:

  1. Oi Ju, com essa caminhada vc já pode fazer o Caminho de Santiago!!! Lindas fotos! Bjs Ana

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  2. Q lugar maravilhoso, Ju! E essas pedras parecem pintadas! Bj Viviane

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