Navegamos durante toda a noite e em algum momento passamos por uma eclusa que permite a navegação entre o alto e o baixo Nilo, uma diferença de 97 metros de altura.
Ainda pela manhã navegamos suavemente pelo rio que é bem largo. Em um momento vi 4 navios iguais ao meu passando paralelamente e ainda sobrava muito espaço. Há muita navegação pelo rio – barcos de cruzeiro, barquinhos a remo, barcos a vela etc.
Por volta das 11 h paramos em Edfu, uma cidadezinha muito pobre, suja e confusa para irmos visitar o Templo De Hórus. Em Edfu elevou-se o nível do caos. O transporte do cais até o templo foi feito por charretes que levavam 3 passageiros. E as charretes se misturam com tuk-tuks motorizados, carros e pessoas pelas ruas. Uma rua enorme, cheia de gente, poeira, carros e charretes.
O guia sempre nos alertando que os condutores iam pedir propina, mas não devíamos dar nada porque tudo já estava contratado e pago. Também que os vendedores ambulantes iam nos abordar com ofertas, pedidos e até presentes, para depois demandar uma compra na sua tenda. E eles são insistentes – não aceitam “Não”, a não ser quando se faz cara feia e fala alto.
Definitivamente, o Egito não é para amadores. Não recomendo ninguém vir para cá sem uma agência de turismo para lhe levar aos lugares - não dá para fazer nada por sua conta, especialmente sem saber as manhas e abordagens dos locais. Não há perigo de roubo, ou assalto, mas sim de trapaças, enganações etc. e até de sequestro de mulheres.
Depois de uns 10 minutos de charrete (uns 2 km) chegamos ao Templo de Hórus, de 300 anos antes de Cristo, e descoberto acidentalmente há 70 anos. Foi feito na época dos Ptolomeus, que sucederam ao reinado de Alexandre, o Grande.
A estrutura é similar à dos dois templos anteriores que visitamos. Dois enormes pilones na entrada, representando o alto e o baixo Egito, cheio de figuras e inscrições em suas paredes, representando os deuses, o faraó, as oferendas, etc...
O teto é muito alto
na entrada e vai diminuindo a altura à medida que se entra no templo. As
paredes são muito largas.
Após cruzarmos o portão, uma sala aberta para as festas de encontro de Horus e Ator, a deusa do amor e da fertilidade, e celebrar as enchentes do Nilo que eram fonte de prosperidade e fertilidade para as terras.
Hórus, filho de
Osiris e Íris, é representado com uma cabeça de falcão e simboliza a força e
sabedoria. Sua mulher é Ator, deusa da fertilidade.
Depois do pátio central, a sala das colunas, onde novamente havia enormes colunas com capitel em flor de lótus.
Mais adiante, uma sala de preparo de ervas para aromas e para temperos. Nas paredes foram encontradas receitas de óleos para tratamento, originando a aromaterapia.
Numa inscrição, simbolizando a difusão dos aromas no ambiente, se encontra o símbolo que hoje é usado para wi-fi!!!
Ao final do templo
encontra-se o sacrário, com a cabeça de Hórus e uma urna de pedra.
Voltamos ao barco, almoçamos e o barco zarpou rumo a Kom Ombo, onde visitaremos outro Templo.
Depois de navegar a tarde toda, chegamos a Kom Ombo, a colina do ouro – na verdade o ouro é o trigo, com suas palhas douradas.
Em Kom Ombo há um templo aos deuses Hórus (o falcão) e Sobek, o deus crocodilo. Esse templo nunca ficou encoberto e, por isso, foi destruído pelos habitantes que roubaram suas pedras para construir casas e fábricas.
Pouco restou do templo original, mas o que tem é suficiente para torná-lo majestoso. Ele é mais baixo que o de Karnak, mas suas colunas mais grossas e bem trabalhadas chamam mais atenção.
O templo é do ano 100 AC e seus desenhos e gravuras mostram elementos que não existem nos outros templos - Estátuas de deuses e faraós com umbigos representando que eles são o elemento central, estátuas com seios à mostra e nádegas destacadas.
Ali também as estátuas dos deuses recebiam oferendas e pedidos eram intermediados pelos sacerdotes.
Ao lado há um poço que se comunica com o rio Nilo e permite o fluxo de água para o templo, a medição do nível do rio – uma eterna preocupação, pois representava a fertilidade das terras ao lado do rio – e podiam capturar crocodilos que eram colocados no templo.
Terminada a visita ao templo, fomos ao Museu dos Crocodilos Mumificados – múmias de crocodilos encontrados nas tumbas e escavações.
De volta ao barco
tivemos um jantar árabe (que não gostei muito porque tudo tinha cominho e/ou
cardamomo, e em seguida uma festa a fantasia. Compramos uns turbantes e
vestidos na lojinha do barco e lá fomos nós dançar. Foi bem divertido.
Amanhã chegaremos a
Assuã onde faremos várias visitas para finalizar o cruzeiro.

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Nessa última foto do blog de hoje você está divina meu amor!!! Te amo muito!!!
ResponderExcluirTambém achei q está linda, amiga! O turbante ficou um charme. Viviane
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